• Outras drogas

  • Opiáceos

     

    São substâncias analgésicas, podendo ser utilizadas também como antidiarreicos, antitussígeno e no alívio de cólicas renal, biliar, entre outras.

    Os opiáceos naturais são obtidos do ópio, planta conhecida como papoula, sem sofrer nenhuma modificação, como é o caso da morfina e codeína. Os semi-sintéticos são resultantes de alterações a partir da substancia original, sendo a heroína, a droga mais conhecida e a oxicodona. Já os sintéticos são fabricados em laboratório e tem efeitos semelhantes aos opiáceos, tais como a meperidina, metadona, propoxifeno,tramadol e fentanil.

     

    • Porque são utilizados para fins não médicos?

    O alívio da dor é acompanhado de sensação de prazer intenso,amortecimento, sonolência e um efeito de “sentir-se nas nuvens”.

     

    • Quem usa os opiáceos?

    São pessoas que sofrem de dor muito intensa ,em geral devido ao câncer, cálculo renal, queimaduras graves e traumatismos, sob orientação médica. São utilizados também no pré-operatório, na indução de anestesias, devido a seu intenso efeito narcótico.Em nosso meio, os médicos relutam em prescrever devido a sua grande potência e risco de dependência.

     

    • São vendidos livremente nas farmácias?

    Não. Para compra-los é necessário uma receita especial (amarela) para medicamentos controlados.

     

    • Quais são os efeitos físicos?

    Provocam paralisia do estomago, intestinos, contração da pupila, diminuição da frequência cardíaca (bradicardia), queda da pressão arterial e diminuição da frequência respiratória.

     

    • Podem induzir a dependência e síndrome de abstinência?

    Sim. Os opiáceos são capazes de desenvolver dependência rapidamente, mesmo com doses terapêuticas, necessitando doses maiores para obter o mesmo efeito (tolerância). O desejo de consumir a droga é muito intenso e se não conseguir obtê-la, ocorre forte síndrome de abstinência, caracterizado por calafrios, câimbras, piloereção, lacrimejamento, cólicas, diarreia, vômitos, irritabilidade e convulsão.

     

    • Como é feito o tratamento?

    Em geral, ambulatorial,com diminuição progressiva das doses com ou sem substituição por metadona. Casos mais graves, com crises de abstinência severas, podem exigir hospitalização pois há risco de morte devido às convulsões e desidratação.

     

    LSD e outros Alucinógenos


    São substâncias que alteram as percepções e sensações. O principal representante desse grupo é o dietilamida do ácido lisérgico (LSD), que é sintetizado em laboratório. Popularmente, é conhecido como “ácido” ou “doce” e é usado principalmente em festas raves, podendo ser consumido junto com o ecstasy.

    Outros alucinógenos utilizados são: dimetiltriptamina (DMT), presente no chá de ayahuasca utilizado nos rituais religiosos do Santo Daime; psilocibina, alcalóide extraído de um cogumelo; mescalina, alcaloide extraído de um cacto.

     

    Quais são os principais efeitos do uso do LSD?

    • Alterações de percepção (realça cores e contornos de objetos e altera sons)
    • Alterações de tempo e espaço
    • Ilusões visuais e auditivas
    • Humor exaltado
    • Pensamento acelerado
    • “Bad trip”: ansiedade, agitação, medo
    • Idéias de perseguição (paranóia)


    Quais são as principais complicações do uso de LSD?

    • Psicose (pode ser prolongada em indivíduos com vulnerabilidade)
    • Depressão
    • Exacerbação de doenças psiquiátricas pré-existentes
    • Flashbacks: ocorrência de sintomas mesmo na ausência de consumo da substância


    O LSD pode gerar dependência?

    Geralmente não ocorrem casos de dependência de LSD devido à longa duração dos efeitos e à tolerância aos mesmos. No entanto, podem ocorrer quadros graves de intoxicação aguda devido ao abuso.


    Quando devo internar um usuário de LSD?

    Geralmente a necessidade de internação decorre do desencadeamento de quadros psiquiátricos devido ao uso do LSD (psicose, depressão, exaltação do humor). Pode também ocorrer devido ao uso concomitante de outras drogas.


    Oxi e merla


    São subprodutos da cocaína.Diferenciam-se desta pelos produtos adicionados à pasta de coca, que é extraída das folhas da planta Erythroxylon coca.

    Na Merla, é adicionado principalmente ácido sulfúrico e querosene.

    No Oxi, cal virgem.

    Diferentemente da Cocaína em pó que geralmente é aspirada pelo nariz ou injetada, o Oxi e a Merla são fumados.



    • Por que o uso de oxi ou merla gera dependência ou “vício”, como dizem popularmente, mais rápido do que a cocaína aspirada?

    Basicamente o que as diferencia é a sua forma de administração.
    Como o Oxi e a Merla crack são fumados, a substância chega mais rapidamente à corrente sanguínea. Seu efeito inicia em cerca de 10 segundos e dura no máximo 10 minutos. Como o efeito é rápido e passageiro, mais rápido e seguidamente o usuário deseja usá-lo novamente a fim de conseguir a mesma sensação de prazer. Assim, o risco de dependência aumenta.



    • Quando devo internar um usuário de oxi ou merla?

    A internação está indicada quando o uso está gerando repercussões significativas na vida do usuário, de sua família ou de pessoas com quem convive.
    A internação também está indicada naquelas situações em que o dependente corre risco de agressão contra si ou contra outros ou ainda de exposição moral (dilapidação de patrimônio, exposição sexual ou à brigas). Nesses casos, até mesmo a internação involuntária (aquela que o paciente não concorda e a família autoriza) está indicada.
    Frequentemente o dependente não se reconhece como tendo um problema, mesmo nas situações em que já haveria indicação de internação como problemas de saúde ou significativas dificuldades laborais ou nos relacionamentos interpessoais.

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